2 meses
Começo a me sentir mais segura, a entender melhor a dinâmica da casa, das meninas, a minha e a com o Marcelo, mas o medo é uma onda que vem e que passa, o tempo todo. Medo das golfadas, dos ronquinhos, da manchinha, do formato da cabeça, de se ausentar tempo de mais, do trânsito, de tudo...
Elas dormem, acordam, choram. Brincamos de chaves, lemos histórias, Os olhos delas são muito profundos, hipnotizam o coração da mãe. Elas sustentam o pescoço com mais facilidade, tão toda serelepes. Amamentar é um exercício de paciência e dor. Paciência por ter que aguardar o tempo delas. A dor física de amamentar duas e a emocional por não dar conta de nutrir. Deus, obrigada pela fórmula. Ela me permite, aos poucos a voltar a uma vida, que nunca mais será igual, mas que há espaço para outras facetas além da maternidade e as nutre enquanto eu tento conseguir.
Ah, o sono... ele sempre vai dar saudade... mas é menos pior do que me contaram. Ainda conseguimos dormir com uma organização. Depois tenho que contar como é sair de casa com duas crianças, rs.
Estava com saudade de dirigir, de ir ao mercado, de comer fora, de conversar sobre outras coisas além delas, porém tudo é tão novo que dá vontade de contar... o que nem sempre parece interessante.
E o amor? Eu queria ter palavras que conseguissem expressar as sensações que um filho provoca. Eu me sinto abraçada por elas o tempo todo, mesmo quando não estão no meu colo. Quando eu lembro do rosto de cada uma, eu me sinto tão feliz, tão grata. É a parte da minha história de amor com o Marcelo que se tornou gente, família, casa cheia. cachorro, vó, tia, roça, quintal de vó, manga no quintal, ligações pra vovó de longe e carinho de tanta gente. São dois meses que a minha história se tornou maior e o amor, em tudo.



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