Sobre as cordas que a gente solta...

Todas as cordas que eu achava que eu tinha na mão estão soltas e eu, barriguda e cansada estou tentando segurá-las... ou deixá-las soltas mesmo, pois, afinal não há nada que tenha acontecido até então que me ensinasse tanto sobre a falta de controle da vida do que uma gestação de dois seres humanos.

Eu queria trabalhar, mas não posso. Eu queria não estar mais em uma sala de aula, mas provavelmente estarei quando voltar da licença. Eu queria fazer comidinhas pensando nas crianças, mas há meses não cozinho nada, por que passei 5 meses enjoando e continuo tendo medo de enjoar. Eu queria ter visto mais pessoas, ser mais disposta, terminar de ler um livro que está esperando há alguns anos mas foi tudo bem diferente e minha lista de desejos só cresce...

Talvez, pensando na pessoa que sempre fui, eu precisava de uma pausa para colocar muitas coisas no lugar... na minha casa e em mim. E nem a casa e nem aqui dentro, tudo está muito assentado, mas, consigo enxergar no meio de uma bagunça organizada algumas prioridades e de fato, sobre o que é importante. E agradar as pessoas, no geral, não é uma delas, por simplesmente não conseguir. Nem me agradar estou conseguindo, rs.

Chegamos aos quase 8 meses de uma gestação quase tranquila, se não fosse as minhas próprias expectativas em relação ao mundo da maternidade. Esse, não alisa antes, nem depois. E uma gestação gemelar então, de uma placentinha com duas bolsas, também não, mas chegamos até aqui, meninas, melhores do que nunca. As únicas cordinhas que eu quero que segurem até o tempo certo, são os cordões umbilicais que nos ligam. O resto, uma hora eu pego de volta. Por mim e por vocês.

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