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Mostrando postagens de agosto, 2022

Mudar de casa e ser casa.

           Quando eu descobri que estava grávida, um das primeiras necessidades que tive era que precisava mudar para um apartamento maior, para ficar mais perto dos meus pais e do trabalho, em especial, mas para olhar a janela e ver um pedaço de mim. Me sinto muito mais em casa agora. A mudança não acaba nunca, as coisas ainda têm aquele ar bagunçado e nós com pouca disposição e tempo para tentar colocar tudo no lugar.                Eu nasci e cresci na Samambaia. Hoje eu dou aula numa escola daqui. Isso gera na minha cabeça um senso de responsabilidade muito grande, pois a minha história se entranha com meus alunos, com as dificuldades e oportunidades. Toda vez que eu desanino, eu olho para aquelas crianças e me vejo. Pode parecer egoísta, mas é minha forma de afeto. Por mim e por eles.                Quando também nos tornamos casa, muitas coisas passam pela cabeça...